Central de Ajuda
Orientações para manutenção e funcionamento da sua esteira.
Informações Técnicas
1. Instalação da Esteira
Para tanto, observam-se os seguintes pontos:
1. Desencaixar a esteira antiga pela parte inferior do cilindro motor, amarrar no seu extremo uma corda e, à medida que a esteira é tirada, introduzir a corda pelo transportador. Esta corda servirá para introduzir a esteira nova.
2. Revisar todas as guias e os cilindros do transportador (motor, retorno, tensor, apoios, etc.), todos estes cilindros deverão formar um ângulo reto com relação à linha média do transportador e perfeitamente paralelos entre si.
3. Revisar os apoios ou pista de deslizamento da esteira. Não deverão existir cantos vivos ou elementos que possam raspar e desgastar a esteira.
4. Uma vez realizada a revisão e limpeza do transportador, procederemos a introduzir a nova esteira, utilizando a corda que previamente colocamos no transportador na retirada da esteira velha.
Se não se proceder a realizar a revisão do transportador, pode-se trocar a esteira simplesmente encaixando o extremo da esteira velha com a nova e, à medida que retiramos a velha, inserimos a nova.
Praticamente todas as esteiras têm um sentido de funcionamento. Observar o sentido de funcionamento antes de colocar a fita no transportador.
Acompanhe o passo-a-passo sobre os processos para unir as Cobrideiras do modelo Flat Flex
Como unir a cobrideira Flat Flex
2. Suportes de Deslizamento e Sistemas de Arraste
• Abas laterais, para evitar a queda do produto pela lateral da esteira, podendo ser de forma e altura variáveis (tipa balanceada com abas laterais, balanceada com correntes, etc.).
• Placas transversais, para reter o produto quando a esteira trabalha em um plano inclinado. Normalmente utilizam-se ângulos fixados a barras por meio de parafusos ou bem soldados diretamente à malha da esteira. A altura dos mesmos não tem, em princípio, nenhuma limitação. As esteiras podem ser fabricadas com abas laterais.
• Correntes laterais, para facilitar o arraste das esteiras e assegurar uma boa tração, evitando que a malha sofra o desgaste próprio do movimento dinâmico da esteira. Utilizam-se as passagens padrão, como 9,52 mm, 12,70 mm, 15,87 mm, 19,05 mm, 25,40 mm, 38,10 mm e 50,80 mm. No entanto, as esteiras podem ser fabricadas na medida solicitada por nossos clientes, ligando a corrente da esteira em cada passagem ou ainda a cada N passos. As esteiras com correntes podem ser construídas também com abas laterais e placas transversais. Deve-se colocar a passagem da corrente nos pontos suspensivos dos tipos de esteira.
Além destes acessórios comuns, as esteiras compostas podem ser fabricadas eventualmente, equipadas com barras de chapa contínuas ou perfurada no interior das espiras, placas em forma de U, espiras elevadas, varetas acabadas em forma de forquilha, etc. O nosso Departamento Técnico podem estudar e realizar qualquer transporte que os nossos clientes desejarem realizar, qualquer que seja o seu grau de complexidade.
3. Carga e Colocação em Funcionamento
A carga deve ser realizada da forma mais uniforme possível.
Uma esteira com a carga uniforme distribuída o desgaste pela sua parte inferior e evita distorções que poderiam encurtar a vida da mesma.
Colocação em funcionamento da esteira:
Para transportadores que operam a temperatura ambiente, realizar um estiramento prévio da esteira e dar velocidade lentamente, até atingir a velocidade de trabalho. Observar-se-á a todo o momento que a esteira mantenha a sua trajetória, sem que se encoste a nenhuma das laterais.
Nunca tentar alinhar ou colocar a esteira batendo nas laterais. O alinhamento sempre deve ser realizado mediante a correção dos cilindros (motor, retorno, apoios, etc.).
Uma esteira para alta temperatura deve “rodar” de forma semelhante a qualquer outra peça de precisão. O forno deve ser levado à temperatura de trabalho a uma velocidade não superior a 148° C por hora. Uma vez atingida a temperatura de trabalho, a esteira deve operar aproximadamente 5 horas sem carga, para assegurar o assentamento adequado dos elementos que formam a esteira (espiras e varetas). As mudanças de temperatura produzem efeitos invariáveis nas propriedades de quebra da esteira. Portanto, durante este período deve-se prestar muita atenção no ajuste da carreira quando for preciso. Durante o período de rodagem devem ser eliminadas as tensões da esteira para assegurar a máxima vida de trabalho. O aumento da vida de serviço por uma eliminação adequada das tensões à temperatura oportuna obtém-se com o fato de que o recozimento à temperatura adequada impede um excessivo crescimento dos grãos.
Os procedimentos para eliminar as tensões podem ser resumidos com as seguintes sugestões:
1. Para ligas que operam a 925°C ou mais, o tratamento de eliminação de tensões deve ser bastante longo, para que cada porção da esteira opere a 925°C pelo menos durante uma hora.
2. Para ligas que operam a 898°C ou menos, o tratamento de eliminação de tensões deve ser feito a 28°C acima da temperatura normal, durante um período de tempo suficiente para que cada porção da esteira atinja a temperatura de eliminação pelo menos durante uma hora.
Uma vez realizado o tratamento de eliminação da tensão, continuar aumentando a temperatura do forno a uma velocidade de 164°C por hora, até atingir a temperatura final de trabalho. Neste momento a esteira deve rodar um mínimo de 5 horas sem colocar carga.
A esteira para altas temperaturas, em geral, possui uma quantidade de tensão mensurável e pré-determinada antes que ocorra uma falha por tensão. O estiramento intencional da fita somente economiza algum tempo de manutenção às custas de uma grande diminuição da vida da esteira.
4. Parada da Esteira
A. A esteira deve estar parada com a atmosfera funcionando.
B. Os fornos de alta temperatura que têm um tipo de tomada de contrapeso ou de cilindros de ar no extremo de descarga devem diminuir a sua contratensão. De outro modo, a contratensão transmite-se ao longo da esteira, de tal modo que a tensão na zona quente pode ser maior que quando a esteira leva carga.
C. Uma esteira para alta temperatura deve ser mantida em movimento. Caso pare, ela tende a se soldar com a soleira do forno e resulta em um dano sério quando é colocada novamente em funcionamento..
D. Devem ser realizadas comprovações regulares do curso da esteira durante o período sem carga, já que as mudanças de temperatura induzem com freqüência a mudanças em seu trajeto.
Neste item, “Parada da esteira”, entende-se como parada quando a esteira não leva carga.
Usos e Aplicações
1. Conexão Entre Cobrideiras
Lembrete:
Minimize as dobras dos segmentos de fios nas curvas em Z. Se tiver que fazer alguma dobra, faça-a nas seções retas dos segmentos de fios. Além disso, sempre utilize segmentos para a junção provenientes de um rolo novo de esteira, e não de uma esteira usada. Não tente reutilizar clipes de junção.
Observação Importante:
Se a esteira for danificada em mais de um lugar devido a fatiga, não tente consertá-la. Instale uma nova esteira. Da mesma forma, nunca guarde esteiras velhas para usar em reparos porque já foram enfraquecidas com o uso. Compre vários metros extras de esteira nova para usar exclusivamente em reparos.
2. Como Identificar Sua Esteira Cobrideira
1. Conte o número de segmentos de fios em um pedaço de 12 polegadas de esteira. Isto determinará o desnível exato (ou seja, a distância entre um fio de segmento trançado e o outro) em termos de segmentos de fios por pé quadrado de esteira.
2. Meça o diâmetro do fio com um medidor de fios.
3. Meça a largura geral da esteira em polegadas, de borda externa a borda externa.
4. Conte o número de aberturas retangulares (chamados espaço) no comprimento da esteira.
5. Verifique para ver se a esteira tem bordas com terminal ou janela e terminal. (Observação: bordas com terminal e janela só estão disponíveis em certas malhas com um diâmetro de fio de 0,90 mm a 1,20 mm.)
3. Disposições Típicas de Esteira
No geral, quanto menos complicado o circuito da esteira, mais longa a sua vida. Isto tornaria a Disposição Simples preferencial, contanto que a descarga de produtos sobre os dentes das engrenagens de acionamento não gere objeção. Toas essas disposições já foram utilizadas em centenas de designs. Entretanto, não se trata de dizer que a vida da esteira será a mesmo em todos esses casos. Você e seu cliente são, em ultima instância, os juizes do que é uma vida útil aceitável para a esteira na aplicação específica.
Você deve considerar todos os fatores e escolhas, e deve determinar por si mesmo, com base nas suas metas e limitações de design. O Departamento de Atendimento Técnico terá todo o prazer de ajudá-lo a determinar algumas expectativas condizentes para o desempenho da esteira no seu projeto específico.
4. Questões de Acionamento da Esteira
As Engrenagens são tipicamente posicionados em espaços alternados em toda a esteira. O que é absolutamente crítico é que as engrenagens sejam alinhadas em toda a largura da esteira. Se um dente for posicionado levemente para frente, toda a força da ação de empuxo irá se concentrar neste ponto. Conseqüentemente, a esteira irá se romper prematuramente neste ponto. Você pode facilitar o alinhamento adequado ao projetar um eixo de acionamento enchavetado. Garante-se assim um empurramento uniforme em toda a esteira, com o mesmo dente em cada engrenagem puxando o mesmo segmento de fio.
Na maioria das aplicações, apenas um eixo de acionamento ativado deve ser usado por circuito de esteira para evitar problemas causados pelas variações de nível normais em toda a esteira. Entretanto, pode haver momentos em que um acionamento duplo ou outra configuração de acionamento possa ser uma solução prática. Entre em contato com o departamento de Serviços Técnicos para discutir estas exceções específicas a aplicações.
5. Colocação das Engrenagens
O espaço correto deve estar presente entre cada pinhão e sua curva em Z adjacente. Nunca é demais enfatizar isso. A vida útil da esteira pode ser severamente reduzida se as curvas em Z entrarem em contato com qualquer componente da esteira.
Melhor prática geral: a Produtiva recomenda que apenas engrenagens e absolutos genuínos da Produtiva sejam usados com as esteiras Cobrideiras Flat-Flex. Engrenagens disponíveis comercialmente podem fazer com que a esteira fique desnivelada, pule dentes e pode causar uma falha prematura.
6. Curvatura Invertida
Usar o maior diâmetro possível em todas as mudanças de direção é uma boa prática de engenharia. Isto diminuirá as flexões dos segmentos de fios e ajudará a prolongar a vida da esteira. Por isso, se for necessário usar uma curvatura inversa, recomendamos que o diâmetro do rolo seja de ao menos 10 vezes o desnível da esteira, em polegadas. Não é necessário ranhuras esses rolos porque fazem contato com a esteira no lado liso.
Se sua aplicação exigir que impulsione as esteiras em uma curvatura invertida (não recomendamos esta prática), pinhões especiais devem ser projetados. O desnível da esteira muda em uma curva invertida, e assim a malha não engajará adequadamente a menos que se usem esses pinhões especiais.
7. Estrutura da Esteira
Consulte o gráfico abaixo para obter as alturas adequadas.
8. Opções de Transferência
O design das esteiras de fios Cobrideira Flat-Flex proporciona uma das mas compactas transferências possíveis … com algumas malhas contornando rolos de extremidade com o diâmetro de um lápis. Utilizam-se vários tipos de rolos de extremidade e barras ganchadas para facilitar a transferência de produtos entre esteiras.
Os rolos de extremidade podem ser rotativos ou não rotativos. Os rolos de extremidade rotativos são preferenciais porque geram menos desgaste da esteira. Os rolos de extremidade rotativos são normalmente suportados apenas pelas extremidades e giram na mesma velocidade que a esteira a fim de reduzir o desgaste da esteira e dos rolos. Entre os diferentes tipos de rolos de extremidade rotativos encontram-se:engrenagens, ranhurados e plásticos de giro livre.
Entretanto, a colocação das engrenagens é diferente da colocação dos rolos. As engrenagens são usadas em pares nos espaços ímpares, como na configuração de eixo de acionamento mostrada. São colocados dentro das curvas em Z, com um espaço de 1/8 a 3/16 pol. permitido. Os rolos de transferência são colocados com a ranhura sob a curva em Z, para que a curva em Z “abrace” o rolo.
As barras ganchadas ranhuradas permanecem estacionárias. Para evitar que as curvas em Z “escorreguem” no metal ou plástico (recomenda-se HDPE) desses componentes estacionários como resultado da constante fricção, as barras ganchadas devem ser ranhuradas, com a profundidade adequada para a malha de esteiras.
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Dúvidas
Um guia prático para solução dos problemas de sua esteira.
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12 potenciais causas de quebras de Cobrideira.
Cuidados
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